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Fechaduras biométricas

"Seu corpo é sua senha". É desse princípio que parte a biometria. A palavra vem do grego: bios (vida) metron (medida). Trata-se de um estudo estatístico das qualidades comportamentais e físicas do ser humano. Na era do acesso --e principalmente do controle dele--, biometria virou sinônimo de instrumento de segurança. Hoje, o termo refere-se principalmente ao uso do corpo (impressões digitais, por exemplo) em mecanismos de identificação.

Segundo o dicionário "Michaelis", biometria é a ciência da aplicação de métodos de estatística quantitativa a fatos biológicos. Apesar de carregar um discurso cheio de "tecnologês", o conceito é tão velho e básico quanto a capacidade do homem de distinguir seus semelhantes fisicamente. No caso da identificação biométrica, porém, delega-se a função de diferenciar a uma máquina.
 
Os aparelhos biométricos funcionam por meio da captura de amostras do ser humano --íris, retina, dedo, rosto, veias da mão, voz e até odores do corpo. Essa amostra é transformada em um padrão, que poderá ser comparado para futuras identificações. A biometria se baseia na idéia de que alguns traços físicos são exclusivos de cada ser e os transforma em padrões. A técnica foca as chamadas "mensurações unívocas" do ser humano. 
 
Controle de ponto, identificação criminal e regulamentação de acesso são os usos mais comuns da tecnologica. As possibilidades de utilização da biometria são proporcionais a suas implicações éticas. A introdução cada vez mais acelerada da tecnologia no dia-a-dia suscita discussões acaloradas sobre vigilância da sociedade e restrição da privacidade dos cidadãos.
 
Histórico
 
Os primórdios da biometria acumulam pelo menos um milênio, segundo relata o especialista Ricardo Yagi, da empresa focada em aparelhos biométricos ID-Tech. Na dinastia Tang (800 D.C.), na China, impressões digitais eram grafadas no barro para confirmar a identidade do indivíduo em transações comerciais. 
 
Em 1686, na Espanha, o professor de anatomia Marcelo Malpighi pesquisou com detalhes as linhas, curvas e espirais da impressão digital para que, em 1892, Francis Galton, um antropólogo inglês, publicasse a primeira classificação dos tipos de impressão digital --utilizados até hoje. 
 
Yagi conta ainda que a impressão digital em tinta é usada para reconhecimento civil e criminal há ao menos cem anos. O FBI (Polícia Federal Americana) controla mais de 200 milhões de impressões digitais em seus bancos de dados há cerca de 30 anos.
 
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u21496.shtml

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